Encerrou-se na noite desta segunda-feira (madrugada de terça em Brasília) o ciclo dos debates dos dois principais candidatos à presidência dos Estados Unidos em 2012. Nos três encontros realizados ao longo de três semanas, o presidente democrata e candidato à reeleição, Barack Obama, e seu rival republicano, Mitt Romney, finalmente colocaram-se frente a frente, desafiando um ao outro em meio a perguntas de moderadores e eleitores.
Em termos práticos, os debates de Denver, Hempstead e Boca Ratón serviram ao acirramento da disputa. A diferença confortável que Obama mantinha sobre Romney (em torno de 49 a 46%) foi anulada pelo forte desempenho do republicano no primeiro round, e a recuperação do democrata nos seguintes estancou o sangramento a ponto de deixá-los tecnicamente empatados no patamar dos 47% das intenções de voto.
Em termos ideológicos, os debates refinaram as diferenças entre os candidatos. Discordâncias ficaram claras nas discussões envolvendo a recuperação econômica, ao passo que temas centrais à agenda internacional, como Israel e Irã, mostraram certa concordância entre ambos. No entanto, talvez mais que posições diferentes já previamente conhecidas, os debates enunciaram diferenças de postura pessoal e de visão de mundo de Romney e Obama, cada qual mantendo um entendimento sensivelmente diferente do papel da Casa Branca nos Estados Unidos e dos Estados Unidos no mundo.
Bárbara Oliveira
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