terça-feira, 6 de novembro de 2012

Industria Automobilistica.



DETROIT, MICHIGAN - Edward Gawlik, David Woodruff e Kevin Tomko esperavam o turno das 15h30 conversando na porta da Chrysler, na Mound Road, onde montadoras, fábricas de autopeças e desenvolvedoras de tecnologia se estendem ao longo de 20 quilômetros, no norte de Detroit. Como grande parte dos trabalhadores brancos, Woodruff e Tomko costumavam votar nos republicanos. Gawlik é o único democrata. Agora, os três votarão em Barack Obama.
Obama nos salvou", resume Gawlik, de 57 anos. "Ele ajudou muito nosso país, nossa indústria. Eu não teria emprego se não fosse por ele." Gawlik diz que, por pouco, não ficou desempregado na crise econômica que assolou os EUA em 2008 e 2009, no final do mandato de George W. Bush e início do de Obama.
"A mesma coisa", concorda Woodruff, de 55 anos, que votou no republicano John McCain em 2008. "Sei que Mitt Romney tem muitas queixas, mas não vejo soluções bem fundamentadas nele", diz Tomko, de 54 anos, que também votou em McCain. "As coisas melhoraram aqui para as companhias automobilísticas, mas não posso dizer a mesma coisa para todo o restante.".

Lucas S.

Votação nos EUA impõe novos desafios a regiões afetadas por Sandy.


Autoridades eleitorais tomaram medidas para facilitar voto.
Nova York e Nova Jersey ainda têm falta de energia e combustível.

Milhares de eleitores das regiões de Nova York e Nova Jersey atingida pela tempestade Sandy, que já enfrentam um enorme esforço para limpeza dos destroços e complicações no transporte público, devem ter dificuldades também para votar nesta terça-feira (6) na eleição para presidente.
Autoridades eleitorais enfrentam desafios sem precedentes por toda a região Nordeste dos EUA, onde as seções eleitorais estão entre os milhares de prédios que foram danificados pela super tempestade Sandy na semana passada.
Nova York e Nova Jersey tomaram medidas para facilitar o voto de seus moradores, que já estão lidando com os danos devastadores causados pelas inundações, falta de energia e falta de combustível generalizado.
Mulher instriu eleitor sobre como votar por e-mail em Nova Jersey, na véspera das eleições. Município permitiu que eleitores deslocados pela supertempestade Sandy votassem por e-mail. (Foto: Paul J. Richards / AFP)
O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que os nova-iorquinos poderiam votar em qualquer seção eleitoral apresentando uma declaração juramentada. Em Nova Jersey, os afetados por Sandy serão considerados como eleitores internacionais, permitindo que registrem seus votos por fax ou e-mail.
"Nós queremos que todos votem. Só porque você está desabrigado não significa que você deva ser privado do seu direito de voto", disse Cuomo.
A tempestade Sandy chegou ao continente através da costa de Nova Jersey no dia 29 de outubro com ventos de um furacão, depois de matar 69 pessoas no Caribe. Sandy matou pelo menos 113 pessoas nos EUA e derrubou a energia elétrica de milhões de residências e empresas, inundando cidades litorâneas, as ruas da cidade de Nova York e os túneis do metrô da cidade.
Apesar de o presidente Barack Obama ser o franco favorito para vencer nos Estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut, os mais afetados por Sandy, a tempestade pode expor fissuras no sistema de Colégio Eleitoral que decide a Presidência.
Uma possibilidade é que o baixo comparecimento dos eleitores nos Estados devastados pela tempestade permitam que o rival republicano Mitt Romney ganhe no voto popular nacionalmente mas seja derrotado por Obama na disputa por Estados.
Romney e Obama estão tecnicamente empatados nas pesquisas nacionais para a eleição desta terça-feira.

Allan V./Jonivã/Leticia/Hassan/Ahmed

EUA: cidade que abre eleições registra 1º empate desde 1948.


Única urna da cidade é aberta para contagem pouco após a meia-noite (horário local)
Pela primeira vez na história, a pequena cidade de Dixville Notch, em New Hampshire, que tradicionalmente abre as eleições americanas, registrou um empate na disputa presidencial. De acordo com a Agência AP, Obama e Romney receberam cinco votos cada na única urna da localidade.

site:http://noticias.terra.com.br/mundo/eua/eleicoes/2012/noticias/0,,OI6279807-EI19126,00-EUA+cidade+que+abre+eleicoes+registra+empate+desde.html


Heloisa L.

Bolsas dos EUA têm leve alta em pregão contido pela eleição presidencial.


As Bolsas americanas fecharam com leve alta nesta segunda-feira (5) em uma das sessões mais contidas do ano devido às eleições presidenciais que ocorrem amanhã nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, avançou 0,15% (13.112 pontos), o Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,22% (1.417 pontos) e o termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,59% (2.999 pontos).

Qualquer que seja o resultado da disputa entre o atual presidente, Barack Obama, e seu rival republicano, Mitt Romney, a resolução da eleição finalmente dará fim às incertezas que mantiveram o mercado estagnado nas últimas semanas.

"Ninguém fará grandes apostas hoje", avaliou o diretor de estratégia de investimentos da Contango Capital Advisors, Perry Piazza.

Apenas 4,34 bilhões de ações foram negociadas nas Bolsas americanas hoje, abaixo de volume diário médio deste ano (6,5 bilhões).

"[O mercado] esteve sem direção nas últimas semanas em razão das perspectivas em política fiscal e tributária para o ano que vem. Você poderia argumentar que apenas deixar essa incerteza para trás pode levar a um rali de alívio", completou Piazza.

O Nasdaq foi o mais forte entre os três principais índices acionários dos EUA devido a um rali no papel da Apple, a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo. A ação da empresa subiu 1,4%, para US$ 584,62, após acumular baixa de 17% em um mês e meio (desde 21 de setembro, quando fechou na máxima de 705,07 dólares).

Outra barreira ao aumento do volume de negociações foi o impacto residual do furacão Sandy, que deixou de 30 a 40 mil americanos desabrigados.

Matheus K.

Pesquisas dão vitória a Obama no último debate.


O presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, venceu o terceiro e último debate presidencial contra o candidato republicano Mitt Romney, segundo as enquetes da CBS News e da CNN realizadas logo após o término do evento de ontem à noite.
Pesquisa da CBS com 521 eleitores indecisos apontou Obama como o vencedor do debate por 53% a 23%. Para 24% dos entrevistados, houve um empate entre os dois candidatos. A margem de erro do levantamento é de quatro pontos porcentuais para mais ou para menos.
Já a CNN apontou uma vantagem de oito pontos porcentuais para Obama (48% a 40%) entre os eleitores que assistiram ao debate. A margem de erro, contudo, é de 4,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, o que coloca a vitória do candidato democrata tecnicamente dentro da margem de erro.
Conforme as pesquisas anteriores, Obama perdeu o primeiro debate presidencial, abrindo a porta para fortes ganhos de Romney entre os eleitores. O presidente esteve bem melhor no segundo debate, mas agora a corrida pela Casa Branca parece mais parelha.

Barbara O.

Antigo Chefe de Estado da palpite sobre as eleições.


O antigo chefe de Estado Mário Soares disse, nesta segunda-feira, estar convencido de que Barack Obama será reeleito presidente dos Estados Unidos e considerou que a sua vitória trará «um vento de mudança» que a Europa não poderá ignorar.

Considerando que Obama é um «dos poucos grandes estadistas» que há hoje no mundo, Mário Soares sublinhou que a sua derrota nas eleições norte-americanas de terça-feira seria «uma tragédia» para todo o mundo.


Daud K. e Ali W.

Obama destaca socorro à indústria automobilística antes das eleições.


Washington - O presidente Barack Obama buscou neste sábado sustentar o ímpeto obtido após o forte debate do vice-presidente Joe Biden por alardear os benefícios de uma ação de sua autoria, o resgate à indústria automobilística dos Estados Unidos, na medida em que se preparar para seu próximo debate com o republicano Mitt Romney."Nós nos recusamos a deixar Detroit ir à falência", disse Obama em seu discurso semanal no rádio. "Apostamos nos trabalhadores americanos e na engenhosidade americana e, três anos depois, essa aposta está se mostrando muito acertada." O presidente sairá de cena para se preparar para seu segundo debate com Romney na terça-feira.

Por focar em saúde e na indústria automotiva, que atualmente se beneficia de fortes vendas, Obama está lembrando eleitores que ele saiu em resgate da indústria. Romney foi contra a ajuda do governo aos fabricantes de automóveis.

Omar M.

Os candidatos estão em campanha mas a sorte já foi lançada.


Esta­mos no último (e frenético) dia de cam­panha eleitoral para a presidên­cia dos Esta­dos Unidos, e ape­sar dos quilómet­ros per­cor­ri­dos pelos can­didatos, a sorte já foi lançada: não é suposto haver mais nen­huma sur­presa entre hoje e amanhã, quando — se tudo cor­rer bem — os amer­i­canos desco­brirem quem vai viver na Casa Branca nos próx­i­mos qua­tro anos.

Depois de todos os argu­men­tos terem sido apre­sen­ta­dos, masti­ga­dos, crit­i­ca­dos, des­men­ti­dos, ditos e red­i­tos, as sonda­gens con­tin­uam a favore­cer a reeleição do Pres­i­dente Barack Obama — e simul­tane­a­mente a con­fir­mar a divisão e polar­iza­ção política do eleitorado. A votação será nec­es­sari­a­mente ren­hida, como tem sido o caso há mais de uma década, e poderá não ser isenta de con­tro­vér­sias: este domingo,“vicis­si­tudes” no processo de voto ante­ci­pado no sen­sível estado da Florida já foram sufi­cientes para deixar toda a gente à beira de um ataque de ner­vos. A ansiedade estende-se ao Ohio, onde estão con­cen­tradas todas as atenções da América e do mundo.

É impos­sível perce­ber a quan­ti­dade de inde­cisos que ainda estão dis­pos­tos a votar amanhã. Nesta fase da cor­rida, que desde o tiro de par­tida con­tou com uma parcela reduzida de swing vot­ers, estes votos podem pare­cer irrel­e­vantes — excepto em meia dúzia de esta­dos onde podem rep­re­sen­tar a difer­ença entre a reeleição con­fortável de Barack Obama e uma vitória sur­presa de Mitt Romney.

As sonda­gens pare­cem indicar que os indecisos/independentes estão alin­har para o lado de Obama — poderá ser o resul­tado de uma reavali­ação da pos­tura do Pres­i­dente em reação ao furacão Sandy, mascomo escreve Hen­drik Hertzberg na New Yorker, a tem­pes­tade pode­ria poten­cial­mente ben­e­fi­ciar e prej­u­dicar os dois can­didatos. O Nobel Paul Krug­man acred­ita que foi o evento que fez bal­ançar o pên­dulo para o lado do Presidente.

A ver­dade é que o último dia de cam­panha é só fol­clore. Para aque­les que foram con­sum­i­dos ao longo dos últi­mos meses pelos mais ínfi­mos detal­hes da cam­panha, poderá ainda haver uma ilusão de que o que se passa hoje ainda conta. Obama e Rom­ney repe­tirão hoje as suas ale­gações finais, mais emo­ti­vas do que políti­cas. Mas as cam­pan­has já fiz­eram tudo o que podiam fazer para gan­har a eleição. Agora é só esperar.

(5 de novembro, 2012)

Bárbara Oliveira

Eleições a Presidencia dos EUA


Apesar de o voto não ser obrigatório, as eleições – que também irão escolher deputados federais, parte dos senadores, alguns governadores e outros cargos locais – devem levar milhões de pessoas às urnas, com um cenário muito provável de filas pelo país. Dos 315 milhões de habitantes, estima-se que 213 milhões votem. No último pleito presidencial, em 2008, cerca de 64% dos eleitores votaram.

Com tantos cargos a serem escolhidos – e em muitos estados, as cédulas de votação também possuem alguns referendos sobre diversos assuntos – não é incomum que o eleitor passe mais de dez minutos votando. Para tentar evitar esse tipo de problema, dois locais de votação em Bennington, Vermont, decidiram abrir as urnas às 5h, tentando atrair eleitores que desejam evitar as filas.

Tudo isso ocorre mesmo com a possibilidade de voto antecipado – os democratas entraram com um processo neste domingo (4) na Flórida para reivindicar uma ampliação do período de votação antecipada, que terminou no sábado (3) com longas filas em muitos centros eleitorais. Até o sábado, 4 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente, ou cerca de 44% dos eleitores do estado.

Aqueles que não quiserem votar nem em Obama nem em Romney não ficarão sem opção na maior parte dos estados. No total, há 143 candidatos na disputa pela Casa Branca, mas apenas os dois partidos principais podem ser votados em todos os estados e realmente possuem chances de vitória.

Annie B.


Debates na concorrência ao mais alto posto nos EUA


Segundo analistas políticos, foi um debate sem brilho sobre temas de política externa, indicando que ambos querem evitar que o país se envolva em um novo conflito militar no mundo, embora ocorram instabilidades e ameaças.
Refletindo o cansaço dos norte-americanos após mais de uma década de envolvimento no Iraque e Afeganistão, os adversários indicaram que querem manter o papel de liderança do país na comunidade internacional, mas sem envolvimento militar direto.
Romney acusa o governo Obama de tratar os regimes sírio e iraniano com leniência. Mas ontem indicou que discorda menos das políticas do atual governo do que o seu discurso indica. Ao analisarem a crise na Síria, por exemplo, e o papel dos Estados Unidos na Primavera Árabe, ambos os candidatos concordaram que o governo norte-americano deve ajudar as transições nos países árabes, mas manter distância de se envolver militarmente.
Mesmo as declarações em relação à Líbia, onde um ataque, em setembro, matou um embaixador norte-americano e funcionários da representação diplomática dos Estados Unidos na cidade, foram menos enfáticas do que nos dois debates anteriores.
Os candidatos mantiveram também um discurso semelhante em relação às retiradas das tropas do Iraque e do Afeganistão, assim como sobre a necessidade de continuar cooperando com o Paquistão. "Parte da liderança americana é garantir que estamos construindo nosso país dentro de casa", disse Obama.
"Na última década, experimentamos promover a construção de Estados-Nações em lugares como o Iraque e o Afeganistão. E negligenciamos, por exemplo, desenvolver a nossa própria economia, nosso próprio setor energético, nosso sistema educacional", prosseguiu o presidente. "É muito difícil projetarmos liderança no mundo se não estivermos fazendo o que precisamos fazer aqui."
Porém, temas como o Irã e a China estimulam Romney a fazer críticas ao governo Obama.
O republicano disse que classificará a China como manipuladora de câmbio já no seu primeiro dia de trabalho. Sobre o Irã, Romney condenou Obama por não adotar sanções mais firmes em represália ao programa nuclear iraniano. "Hoje, eu endureceria essas sanções. Proibiria navios que carregam petróleo iraniano de virem para os nossos portos", disse.
Obama replicou as declarações informando que os Estados Unidos adotaram sanções unilaterais ao Irã e que as medidas não funcionaram. Segundo ele, enquanto seu governo negociava sanções internacionais, o republicano investia seu dinheiro na companhia de petróleo chinesa, que tem negócios com a iraniana petróleo chinesa, que tem negócios com a iraniana.

Barbara O.

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